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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Reitor da UFRJ, o psolista Roberto Leher tem sua gestão sob suspeita

A UFRJ administrava o Museu Nacional, que sofreu um incêndio agora pouco e o seu reitor socialista deve muitas explicações ao Brasil, à Justiça e ao Ministério Público Federal, que vai ter muito trabalho pela frente, sendo que o reitor já é velho conhecido do MPF.

Entenda o problema com Roberto Leher

O professor da Faculdade de Educação, Roberto Leher, tem 54 anos e é filiado ao PSOL, do qual é um dos fundadores. Leher formou-se em Ciências Biológicas na UFRJ em 1984. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Na ocasião, a formalização do nome do novo reitor coube ao Ministério da Educação, que recebeu uma lista tríplice. A praxe era então a escolha do mais votado.

Após ser eleito reitor, Leher comentou sobre a “situação financeira muitíssimo difícil” da UFRJ e disse que a primeira medida da nova gestão será negociar um novo orçamento para a universidade (a maior federal do País, com 62.240 alunos).

O orçamento aprovado pelo conselho universitário para 2015 era de R$ 438,4 milhões. Em 2014, foram contingenciados (retidos) R$ 70 milhões de recursos federais para a universidade.

Em entrevista à assessoria de imprensa da UFRJ na ocasião de sua posse, disse Roberto Leher:

Temos que estabelecer, com a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições de Federais de Ensino Superior) e o Ministério da Educação uma repactuação do orçamento de 2015. Muitos reitores comentam que dificilmente as universidades poderão estar funcionando adequadamente a partir de setembro, em virtude das restrições orçamentárias. A saída para isso será um orçamento suplementar.

O reitor prometeu na época, buscar uma saída para o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, que funcionava em situação precária, e que faria um plano de investimento que permitiria a recuperação dos campis da Cidade Universitária, na Zona Norte, e o da Urca, na Zona Sul.

Desde então, vários sinistros ocorreram em diversas instalações da instituição, alguns sendo investigados sob suspeita de terem sido provocados de forma criminosa e possivelmente até mesmo terrorista.

Atual reitor da UFRJ é fundador do PSOL

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A tragédia cultural do incêndio do Museu Nacional, voltou a chamar a atenção do público para o evidente aparelhamento político-ideológico da universidade federal, cuja reitoria é composta pelo seguinte quadro de socialistas e comunistas:
  • Reitor: Roberto Leher (PSOL)
  • Vice-reitora: Denise Fernandes Lopez (PSOL)
  • Pró-reitor de graduação: Eduardo Gonçalves (PCB)
  • Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças: Roberto Antonio Gambine Moreira (PCdoB)
  • Pró-Reitora de Extensão: Maria Mello de Malta (PSOL)
  • Pró-Reitor de Pessoal: Agnaldo Fernandes (PSOL)

Roberto já é velho conhecido do MPF por outras investigações anteriores em curso. Em 19 de janeiro de 2017, a procuradoria da república entrou com uma representação contra a sua pessoa por improbidade administrativa, na função de reitor da UFRJ, por supostamente, usar a estrutura da Universidade para promover atos político-partidários.

Contudo, em 16 de maio do mesmo ano, a justiça julgou tal representação como improcedente. A justificativa apresentada foi a “inexistência de improbidade” no caso em questão.

Por isso, não nos causa a menor surpresa que o reitor socialista tenha culpado até os bombeiros.

Conforme noticiado pela Folha de São Paulo, Roberto Leher teria dito:

É óbvio que a forma de combate não guardou proporção com o tamanho do incêndio. Percebemos claramente que faltou logística e capacidade de infraestrutura do Corpo de Bombeiros que desse conta de um acontecimento tão devastador com foi esse.

Universidade é a gestora do Museu Nacional, destruído por incêndio

Responsável pela administração do Museu Nacional, destruído por um incêndio na noite de domingo (2), a atual gestão da UFRJ foi nomeada em 2015, com mandato até 2019. O professor da Faculdade de Educação, Roberto Leher, tem 54 anos, filiado ao PSOL, do qual é um dos fundadores e assumiu a reitoria com críticas à política de educação federal.

Em 2017, chegou a ser acusado pelo Ministério Público Federal de improbidade administrativa por promover evento de caráter político-partidário na universidade, mas a ação foi rejeitada pela Justiça.

Além de Leher, outros três dos dez membros da reitoria são filiados ao PSOL: a vice-reitora Denise Fernandes da Rocha Santos, o pró-reitor de pessoal, Agnaldo Fernandes da Silva, e a pró-reitora de extensão, Maria Mello de Malta.

Nesta terça (4), ao falar sobre o incêndio no Museu Nacional, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) criticou a filiação política na cúpula da universidade:

A administração toda é de gente filiada ao PSOL e ao PC do B. A indicação política leva a isso. Os partidos se aproveitam, vendem seu voto aqui dentro como regra para que a administração seja deficitária e lucrativa para eles individualmente.

Por meio de nota, o PSOL diz repudiar a tentativa de “responsabilizar a reitoria da UFRJ e, indiretamente, o partido, citando que o reitor Roberto Leher é filiado ao PSOL.” Segundo trecho da nota:

Temos muito orgulho de ter Roberto Leher ao nosso lado. Em anos no movimento docente, Leher sempre esteve comprometido com a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e a ampliação dos investimentos públicos necessários para isso.

Segundo o PSOL, Leher se dispôs a encarar o desafio de gerir a UFRJ “em plena crise, tendo sido eleito com amplo apoio da comunidade acadêmica.

Disse o PSOL:

Ao longo desses três anos, tem sido incansável na busca por mais investimentos que possam garantir o funcionamento da UFRJ.

A universidade prevê chegar ao fim do ano com déficit de R$ 160 milhões – incluindo débitos de anos anteriores.

Sem recursos, a UFRJ definha...

Caos na UFRJ
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A UFRJ gere 15 prédios tombados pelo patrimônio histórico, como o palacete do Museu Nacional. Entre eles, estão o palacete de 1879, no centro da cidade, onde está o Hospital Escola São Francisco de Assis, a casa de shows abandonada Canecão, na Zona Sul, e edifícios da Cidade Universitária.
Nos últimos anos, enfrentou outros incêndios: na Capela São Pedro de Alcântara, no campus da Praia Vermelha (Zona Sul), em 2011; nas faculdades de Letras e Ciências Contábeis, em 2012 e 2014; e no alojamento estudantil, em 2017.
A universidade alega que a falta de manutenção é reflexo de restrições orçamentárias. Os gastos públicos gerais com a UFRJ, incluindo servidores, tiveram leve alta desde 2013. Mas os recursos vão cada vez mais para despesas carimbadas, como salários.
A universidade diz que, por isso, tem cada vez menos verba discricionária, tanto para custeio como investimentos. O Ministério da Fazenda diz que os gastos com a UFRJ em 2017 chegaram a R$ 3,1 bilhões. Mas a maior parte (R$ 2,6 bilhões) foi para pagar salários dos cerca de 14 mil servidores.
A UFRJ diz que a verba que ela própria pode gerenciar este ano se limita a R$ 388 milhões, com chance de contingenciamentos. Afirma serem necessários R$ 460 milhões.
É daí que saem os recursos para a operação do Museu Nacional, que em 2017 recebeu R$ 452,5 mil da UFRJ. É também dessa rubrica que a universidade tira verba para serviços de segurança, transporte e assistência estudantil.
Para fechar as contas, a gestão da universidade propôs cortes de gastos com energia, telecomunicações e combustíveis, redução da frequência de ônibus no campus e renegociação com fornecedores.

Com a queda de investimento nos últimos anos, foram paralisadas obras de novos edifícios, hoje inacabados, na cidade universitária. A má gestão também contribuiu: planejada para receber estudantes de direito, uma das construções foi suspensa por problemas na fundação.

Assim disse a professora Maria Lúcia Werneck Vianna, que preside a associação dos docentes da UFRJ:

As restrições orçamentárias estão afetando o cotidiano de professores, alunos e a própria estrutura física da universidade.

Uma tragédia já de há muito anunciada?

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado na Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte da cidade, corre o risco de ser destruído por um incêndio.

Assim começava uma matéria de 3 de novembro de 2004 da Agência Brasil. À luz da destruição do museu pelas chamas de ontem, vale ler o restante do alerta de 14 anos atrás:

A denúncia é do Secretário Estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, que constatou várias irregularidades durante visita que fez ao museu há três semanas. O secretário disse ter ficado impressionado com a situação das instalações elétricas que, segundo ele, estão em estado deplorável.

O secretário Wagner Victer afirmou ainda:

O museu vai pegar fogo. São fiações expostas, mal conservadas, alas com infiltrações, uma situação de total irresponsabilidade com o patrimônio histórico..

Na próxima semana, Wagner Victer vai levar o problema ao Conselho Estadual de Cultura, para que medidas urgentes sejam tomadas. O secretário defende um esforço concentrado do governo federal e a liberação de verbas significativas para evitar que o museu seja destruído por causa da falta de preservação.

O diretor do museu, Sérgio Alex Azevedo, reconhece que a situação elétrica do museu é realmente bastante complicada. Disse que a crise já dura 40 anos e se agravou nas duas últimas décadas por causa do descaso e da demora de liberação de verbas. Segundo ele, em dezembro do ano passado foi feita uma vistoria que constatou que as instalações elétricas do prédio são inadequadas e que era urgente à implantação de um sistema de combate a incêndio.
O laudo, de acordo com Sérgio Alex, foi encaminhado aos Ministérios da Educação, da Cultura e de Ciência e Tecnologia, que prometeram uma verba de R$ 40 milhões para uma reforma no prédio.

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