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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Crise do coronavírus, tensão política e economia frágil na América Latina

A pandemia por enquanto não afetou a América Latina como aconteceu na Europa, mas já fez todos os alarmes dispararem

Vendedora de hortaliças num mercado da Cidade da Guatemala - JOHAN ORDONEZ / AFP

Segundo a reportagem panfletária do El País, a América Latina estaria passando por mais uma encruzilhada em um cenário incerto. A região não vem registrando novos casos de contágio pelo coronavírus SARS-CoV2 da mesma maneira que a Europa, pelo menos por enquanto – infortúnio que assombra do México ao Brasil – mas a região já estaria em alerta máximo.

A incerteza é grande por todo o continente, onde vivem mais de 600 milhões de pessoas, e, onde (segundo a matéria do tablóide panfletário de esquerda) coabitam líderes políticos que não estão levando a sério as recomendações sanitárias da OMS, onde as tensões entre os países se agravam com a pandemia e uma economia cada vez mais frágil que afasta qualquer vislumbre de certeza”.

Segundo o El País, “o desafio é maiúsculo pela debilidade da maioria dos sistemas de saúde, com um gasto por habitante muito aquém dos países mais industrializados“. Naturalmente se esquecendo da realidade das políticas econômicas e das administrações de cada um desses países, que como é notório no caso do Brasil, herdaram graves problemas de corrupção e desvios de verba de administrações anteriores.

Insistindo em seu viés panfletário, o tablóide informou que no começo desse ano, a América Latina vislumbrava um novo horizonte depois das revoltas populares que convulsionaram parte de seus países no final de 2019. Abordando descaradamente aos ativismos de esquerda, oposicionistas aos governos atuais recentemente eleitos nesses países, o jornal praticamente comemora e incensa essas ações.

O posicionamento pró-ativismo de esquerda começa pela menção à Colômbia e Chile que estão com os seus Governos acuados; comemora pela Argentina estrear um presidente notadamente peronista/kirchnerista (Alberto Fernández) e por fim, ataca a consolidada guinada política à direita das três principais economias continentais, que foi iniciada no ano passado com a chegada ao poder de Jair Bolsonaro no Brasil e de Andrés Manuel López Obrador no México, dois dos presidentes mais criticados pelo tablóide esquerdista, por suas atitudes consideradas irresponsáveis frente à pandemia.

A Venezuela prometia um ano eleitoral em que a batalha política entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó ganhava outro palco. Tudo foi sepultado pelo advento do coronavírus. E as incertezas que haviam, acabaram sendo agravadas.

De fato, às tensões políticas regionais se somaram mais um agravante: a fragilidade econômica na qual a América Latina está imersa e que certamente se aprofundará com a crise de saúde global.

Antes da pandemia e da crise do petróleo, a região era a que menos vinha crescendo no mundo. O FMI estimava no final do ano passado um crescimento de 0,2%. A consultoria Capital Economics estimava o mesmo percentual, sem incluir a Venezuela, por isso todos os analistas entendem que a América Latina passará por uma recessão neste ano.

O golpe que se apresenta cada vez mais nítido na região trará consequências através de protestos populares que, por enquanto, com toda certeza, deverão entrar em quarentena diante das medidas de contenção a serem implementadas em nível global. Vale observar o que se prevê no Chile, onde o referendo do mês que vem sobre a reforma constitucional quase certamente será adiado.

Podemos observar o que se prevê no Chile, onde o referendo do mês que vem sobre a reforma constitucional quase certamente será adiado.

Se as revoltas foram entendidas como uma resposta à desigualdade inequívoca dos últimos anos, nada prenuncia que eles podem voltar com mais força enquanto os Governos se virem obrigados a aplicar medidas drásticas para paliar a queda. Isso nos parece a situação propicia para se criar o clima para manifestações intituladas “antifascistas” (mas eivadas de ações nitidamente fascistas e a presença onipresente dos grupos usuais de baderneiros blac blocks)…

O coronavírus paralisou como um todo a América do Sul, onde a maioria dos países fechou as suas fronteiras. O isolamento dos territórios nacionais não é total, mas não tem precedentes nesta escala.

Os principais governos tenderam a apresentar uma resposta coordenada, mas o tablóide afirma que a mesma foi ambígua em alguns países, caso do Brasil, cujo presidente considera que a resposta à pandemia é uma “histeria”.

Temendo a movimentação do vírus, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu tomar medidas na fronteira com o Brasil. O mais provável, é que seja uma ação de antipatia à postura do governo brasileiro.

Mais uma vez acendendo a fogueira de um debate inútil, o tablóide registra que a difícil relação entre o Brasil, com um presidente conservador como Bolsonaro, e a Argentina, com o progressista esquerdista Fernández, está longe de ser um fato isolado. A pandemia agravou o enfrentamento entre a Venezuela e a Colômbia, que compartilham uma das fronteiras mais porosas da região.

Os governo colombiano (Duque) e venezuelano (Maduro) estão diplomaticamente afastados desde que o primeiro reconheceu Juan Guaidó como presidente interino e o apoiou em sua cruzada para derrubar o líder chavista do poder. Apenas nesta terça-feira começaram a ser sentidos os primeiros movimentos para a adoção de medidas conjuntas entre ambos os Governos, através de organismos intermediários.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, afirmou ter feito tentativas de trabalhar coordenadamente com o Brasil e a Colômbia, mas que ambos países teriam ignorado as propostas. Julio Borges, ex-presidente da Assembleia Nacional, reagiu às críticas do ministro:

A região não o reconhece, porque você é um corrupto e um fantoche da ditadura de Nicolás Maduro.

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Para o tablóide, qualquer momento é bom para tentar desviar as atenções, como deixou claro na segunda-feira o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, ao iniciar, via Twitter, uma espantosa cruzada contra o México, país com o qual teoricamente mantém boas relações e compartilha a necessidade de enfrentar a crise migratória.

O mandatário de El Salvador, que tem um dos sistemas sanitários mais precários da região, acusou sem provas o Governo de López Obrador de querer permitir um voo com 12 supostos casos de contagiados por coronavírus. Isso nos soa muito como especulação criminosa.

Diante da reação das autoridades mexicanas, Bukele trouxe à tona o asilo político que o México concedeu a um ex-dirigente do partido nicaraguense Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) acusado de corrupção.

Ainda segundo o jornal, a incerteza não apenas golpeia as relações entre os países como também leva o mal-estar social ao interior de suas sociedades. Não tenha a menor dúvida do tom desse comentário, que soa como disseminação de desinformação e propaganda panfletária.

No México, mesmo com o presidente falando à imprensa diariamente, predomina a confusão. As autoridades sanitárias insistem todos os dias na necessidade de adotar medidas para conter a pandemia, a escassos metros de um presidente que passou o último fim de semana tomando um banho de massas, com beijos e abraços a qualquer um que se aproximasse.

Insistindo em sua campanha difamatória contra presidentes de direita, o tablóide ressalta que o mesmo aconteceu no Brasil.

O presidente Bolsonaro compareceu no domingo a uma manifestação popular conclamada pelo próprio nas redes sociais, em prol de seu Governo – e contra o Congresso, segundo este e outros tablóides da grande mídia – e onde ele não teria se furtado a tirar fotos e a cumprimentar apoiadores.

Conforme o tablóide, isto se deu mesmo após os apelos de seu ministro da saúde, Luiz Mandetta, que diariamente fala à nação sobre as medidas de prevenção praticamente impostas pela OMS para conter a transmissão da doença.

Apesar do comportamento errático do presidente brasileiro, o Governo Federal anunciou que vai pedir ao Congresso o reconhecimento de estado de calamidade pública para poder gastar além do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e atender à situação emergencial. Diferentemente de outras administrações anteriores, famosas por suas pedaladas, petrolões e mensalões

O desafio que a América Latina enfrentará com certeza será titânico em todos aspectos: político, econômico e também social. Os sistemas de saúde da região são, em geral, fracos ou muito frágeis. Indiscutivelmente, devido aos inúmeros casos acumulados de descaso com o dinheiro público, políticas errôneas de saúde pública, corrupção e desvios.

Na Venezuela, onde o colapso foi sendo visto passo a passo nos últimos anos, todos os alarmes foram disparados. Embora seja o caso mais ilustrativo, não é o único. Mas não foi por falta de aviso. Desde a ascensão de Hugo Chávez e da consolidação do Foro de São Paulo na região, tem ficado cada vez mais evidente a intenção de se formalizar um continente com fulcro de gestão socialista unificada. Só não vê quem não quer…

Levando em conta o ocorrido na Europa, que foi literalmente pega de calças curtas, nem o Brasil nem o México, os dois gigantes da região (os quais, no entendimento dos autores do artigo) possuem líderes que não parecem estar suficientemente preparados para enfrentar uma crise sanitária como a que se apresenta ou, ao menos por enquanto, como a mesma se projeta.

O desafio na região com certeza é maiúsculo. Principalmente tendo que lidar com veículos de desinformação como a grande mídia e tablóides de esquerda.

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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