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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

“Não vou permitir que violem a dignidade humana de um trabalhador”, disse o PM antes de ser morto.

“Comunidade, venham testemunhar a honra ou a desonra do policial militar do estado da Bahia […] Não vou deixar. Não vou permitir que violem a dignidade e honra do trabalhador”, afirmou, supostamente, sobre os abusos de autoridades cometidos durante as medidas restritivas do lockdown. “Eu quero trabalhar com honra, com dignidade. Eu não vou mais prender trabalhador. Não entrei na polícia para prender pai de família. Quero trabalhar com dignidade, porque sou policial militar da Bahia”, disse ele. A família informou que Wesley Góes nunca tinha apresentado qualquer tipo de surto. O PM era noivo e trabalhava na 72ª CIPM havia quatro anos. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu e levado para o hospital, mas não resistiu.
Imagine a seguinte cena: você acorda bem cedo, toma seu café da manhã, beija sua esposa e filhos e sai para mais um dia de serviço. Ao chegar no Batalhão da Polícia Militar, recebe a ordem para fechar todos os estabelecimentos comerciais abertos e prender qualquer trabalhador que estiver na rua desrespeitando a ordem do governador.

Em menos de cinco minutos de trabalho, você encontra um senhor de idade com sua barraquinha aberta na calçada chorando porque se você mandá-lo para casa e ele não puder trabalhar, sua família passará fome.

O que você faria?

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O significado do verdadeiro heroísmo

A palavra ‘herói’ vem do grego e em suas origens significa “proteger e servir”. Não por acaso, esse é o lema da Polícia Militar de alguns países.

O problema é que alguns governadores e prefeitos acreditam que a Polícia deve ‘proteger e servir’ a eles próprios, não ao cidadão de bem, e usa os soldados como fantoches para atingir seus interesses pessoais.

Graças a Deus surge um ou outro policial que não se esconde atrás da desculpa de “estar apenas cumprindo ordens” e enfrenta as ordens desses aprendizes de ditadores.

Agora, a mídia tenta rotular o Wesley como um “PM surtado” ou alguém com “transtorno psicológico” (mesmo sem laudo algum) para manchar sua memória pelo simples fato de não ter aceitado acatar ordens inconstitucionais contra trabalhadores.

Para os que têm vocação em combater o crime, prender trabalhador é o pior dos castigos.

Que os policiais de todo o Brasil façam jus ao lema de sua instituição e fiquem do lado certo nessa guerra, afinal, “os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.”

Requiescat in pace (Descanse em paz), Soldado PM-BA Wesley Soares!

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Jenifer Castilho
Autor(a): Jenifer Castilho

Escritora e pedagoga. Resenhista, blogueira e YouTuber. Analista política, Conservadora Cristã, Anti-feminista e Ativista digital em redes sociais.

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