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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Paralimpíada: conheça mais sobre o triatlo na Tóquio 2020

Brasil tem boas chances de medalhas com quatro atletas

Uma verdadeira prova de persistência e condicionamento físico para atletas completos. Este é o triatlo paralímpico, que pode ser praticado por pessoas com deficiência visual, cadeirantes ou amputados. Após anos de luta, o triatlo foi incluso na programação paralímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

No triatlo paralímpico, homens e mulheres triatletas devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. São seis classes diferentes, que levam em conta a deficiência e mobilidade do atleta. Cinco das classes são para atletas com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral e uma para deficientes visuais (parcial ou total).

O triatlo paralímpico tem algumas adaptações em relação à modalidade convencional. Cadeirantes ou paraplégicos podem usar a handycle, uma bicicleta em que os pedais são impulsionados com as mãos, e guias participam da classe destinada aos triatletas cegos.

As disputas do triatlo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 vão ser realizadas nos dias 28 e 29 de setembro no Odaiba Marine Park.

As classes paralímpicas

PT1 – Atletas com comprometimentos que impedem a capacidade de conduzir uma bicicleta convencional e de correr. Os atletas devem usar um handcycle na etapa de ciclismo e uma cadeira de rodas na etapa de corrida.

PTS2 a PTS5 – Atletas com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral andantes competem nestas classes, sendo a PTS2 para deficiências mais severas e PTS5 para deficiências mais moderadas. Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio. 

PT5 – Atletas com deficiência visual total ou parcial. É dividida nas subcategorias B1, B2 e B3, de acordo com o grau de deficiência, sendo a B1 para atletas totalmente cegos. Um guia de mesma nacionalidade e sexo acompanham os atletas e os dois devem utilizar uma bicicleta Tandem (de dois lugares) durante a etapa de ciclismo.

Brasileiros com chances de medalhas

Os quatro atletas do triatlo paralímpico brasileiro que vão competir na Paralimpíada de Tóquio têm tido ótimas colocações nas mais recentes competições internacionais e são esperança de medalhas.

Um dos favoritos para conquistar uma medalha, o paulista de São Carlos, Carlos Rafael Fonseca Viana, compete na classe PTS5, pois é amputado de braço esquerdo. Ele começou no para triatlo em 2014 e tem no currículo resultados internacionais expressivos. Foi ouro na Copa do Mundo de Portugal em 2019 e prata na Copa do Mundo da Espanha no mesmo ano.

O currículo de Jéssica Moreira Ferreira é coroado por conquistas: prata na etapa dos Estados Unidos da Copa do Mundo 2021, ouro na etapa da Espanha da Copa do Mundo 2021, entre outros bons resultados. A atleta de Jaboticabal-SP compete na classe PTWC, para mulheres paraplégicas. Em julho de 2021, Jéssica sofreu queimaduras nos pés e pernas, de 2º e 3º graus, na sauna, e precisou amputar parte do pé. Mas ela já voltou aos treinos e confirmou que vai participar da Tóquio 2020.

Com resultados internacionais expressivos, Jorge Luis Camargo Fonseca promete lutar por medalha em Tóquio. O catarinense de Rio Negrinho compete na classe PTS4 e recentemente conquistou a prata na etapa dos Estados Unidos 2021 e o ouro na etapa da Espanha da Copa do Mundo 2021. Ele também levou a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano da modalidade, realizado nos Estados Unidos em 2019. Jorge sofreu um acidente de moto que tornou imóvel o membro superior direito. Em setembro de 2020, o atleta decidiu realizar a amputação do braço debilitado.

Competidor da natação de 2012 a 2016, o paranaense de Curitiba, Ronan Nunes Cordeiro, adotou o triatlo em 2018. Competidor da classe PTS5 por ter má-formação congênita na mão esquerda, Ronan passou de promessa para realidade rapidamente. Entre outras conquistas, foi bronze na etapa da Copa do Mundo de Corunã 2021, bronze no World Series Yokohama (Japão) 2021 e prata na etapa de Alhandra da Copa do Mundo 2020.

Fontes: Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Rede do Esporte – Secretaria Especial do Esporte

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

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Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

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HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

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Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

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Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

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Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

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Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

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Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

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Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

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Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

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Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

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Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

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Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

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Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

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Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

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Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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