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O Arauto Brasileiro

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Paralimpíada: conheça mais sobre a bocha na Tóquio 2020

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento

A bocha paralímpica é praticada por atletas com grau severo de comprometimento físico-motor, oriundo de uma paralisia cerebral elevada ou lesões medulares. A modalidade, de origem italiana e adaptada a pessoas com deficiência a partir da década de 1970, entrou para os Jogos em 1984, em Nova York (Estados Unidos), substituindo um esporte semelhante, praticado na grama, chamado lawn bowls, que integrou o programa nas edições entre 1968 e 1980.

O objetivo da bocha é lançar bolas coloridas (vermelhas ou azuis) em direção a uma branca, idêntica em tamanho e peso (280 gramas), de nome jack, em uma quadra de 12,5 metros de comprimento por seis metros de largura. O atleta que deixar a esfera mais próxima da branca ao final da rodada soma um ponto, aumentando a pontuação a cada outra bola que estiver mais perto da jack que as do adversário.

As disputas individuais e em pares têm quatro rodadas. Na competição por equipes, são seis. Cada lado (atleta, par ou equipe) lança seis bolas por rodada. Vence quem faz mais pontos ao longo da partida.

A bocha é mista, ou seja, homens e mulheres não são divididos por gênero. A separação se dá por classes, conforme a deficiência físico-motora. As três primeiras são para competidores com paralisia cerebral. A BC1 reúne atletas que jogam com mãos ou pés, podendo ter um auxiliar que lhes entregue as bolas, diferente da BC2, em que não é permitida ajuda.

Na BC3 estão aqueles de maior comprometimento, que utilizam o apoio de uma calha para direcionarem as esferas e de um auxiliar sem deficiência (calheiro). Para lançar as bolas por meio da calha, os jogadores podem usar instrumentos específicos, como uma agulha acoplada a um capacete. A quarta classe é a BC4, onde competem os atletas com quadros severos de origem não cerebral, como lesionados medulares. Assim como na BC2, eles não recebem auxílio.

Na Paralimpíada do Rio de Janeiro, a bocha brasileira foi duas vezes ao pódio, ambas nos torneios por equipes. Na classe BC4, Dirceu, Eliseu e Marcelo dos Santos foram medalhistas de prata. Na BC3, Evelyn Oliveira, Evani Calado e Antônio Leme, o Tó, levaram o ouro em uma final marcada pela celebração entre Tó e Fernando Leme, irmão e calheiro do atleta, que se abraçaram, emocionados, no chão da Arena Carioca 2.

Em Tóquio, o Brasil terá 11 atletas, um recorde do país na modalidade. Guilherme Moraes, Andreza de Oliveira e José Carlos Chagas serão os competidores na classe BC1. Além do campeão paralímpico Maciel, o país será representado na BC2 por Natalí Faria. Evelyn e Evani, dupla de ouro na Rio 2016, terão a companhia de Mateus Carvalho na BC3. Por fim, na BC4, Ercileide da Silva será a novidade ao lado dos medalhistas Eliseu e Marcelo.

A bocha será disputada no Centro de Ginástica de Ariake, a partir de 9h30 (horário local) do próximo dia 28 de agosto (21h30 do dia 27, pelo horário de Brasília). Os torneios seguem até 4 de setembro, penúltimo dia da Paralimpíada.

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

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Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

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HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

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Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

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Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

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Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

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Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

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Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

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Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

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Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

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Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

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Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

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Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

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Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

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Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

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Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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