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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Paralimpíada: conheça mais sobre o parataekwondo na Tóquio 2020

Modalidade é estreante e Brasil será representado por três atletas

Uma das modalidades que estreiam na Paralimpíada em Tóquio (Japão) é o parataekwondo. O anúncio da entrada do esporte no programa do megaevento esportivo ocorreu em 2015.

No parataekwondo, um atleta veste um colete azul e o outro um vermelho. A roupa possui sensores que medem a potência do chute assim que ela entra em contato com a meia do oponente. Os duelos têm três rounds de dois minutos, com um minuto de intervalo. O vencedor é aquele atleta que tiver mais pontos ao término do último round. Em caso de empate, outro round é disputado e o lutador que obtiver os dois primeiros pontos é considerado vencedor. Existe ainda uma possibilidade de a luta ser encerrada antes do terceiro round, o que ocorre se um dos atletas abrir uma vantagem de 20 pontos sobre o oponente.

Na modalidade adaptada a área de atuação da luta é igual à das disputas convencionais e mede 8 metros (m) por 8 m. As maiores diferenças entre a modalidade adaptada e o esporte convencional estão nos sistemas de pontuação e de faltas.

A contagem de pontos funciona da seguinte forma: falta cometida pelo adversário dá um ponto, chutes retos no colete rendem dois pontos, chutes giratórios em 180 graus no colete oferecem três pontos, chutes giratórios em 360 graus no colete valem quatro pontos, os socos são permitidos, mas não são pontuados. Chutes na altura da cabeça não são permitidos, e cada golpe desses traz uma punição e concede um ponto ao adversário. Dependendo da intensidade, inclusive, o atleta pode ser desclassificado.

No programa paralímpico estão incluídas apenas as classes K43 (lutadores com amputação bilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia bilateral) e K44 (atletas com amputação unilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia unilateral, monoplegia, hemiplegia leve e diferença de tamanho nos membros inferiores). Lutadores da classe K43 podem competir na classe K44.

A letra K significa luta e existem outras classes definidas pela letra P (poonse, que significa forma). A modalidade de poonse é disputada por atletas com deficiência visual na P10, deficiência intelectual na P20, deficiência física na P30 e baixa estatura na P70. A classe KP60 é para surdos. Os atletas também são divididos por peso. No naipe feminino são três categorias: até 49 kg, até 58 kg e acima de 58 kg. No masculino os atletas são divididos nas categorias até 61 kg, até 75 kg e acima de 75 kg. Nos Jogos da capital japonesa, as disputas acontecerão no Centro de Convenções Makuhari Messe entre os dias dois e quatro de setembro.

Brasil no parataekwondo

O Brasil é uma potência no parataekwondo. No Campeonato Mundial da Turquia, em 2019, foram conquistadas duas medalhas. Débora Menezes faturou o ouro na categoria acima de 58 kg e Cristhiane Neves foi bronze no peso até 58 kg. Essa campanha deu ao Brasil o 6º lugar geral no torneio. Nos Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019, foram mais cinco conquistas. Os dois ouros, duas pratas e um bonze deixaram o país como líder geral no quadro de medalhas da modalidade. Em Tóquio, a seleção brasileira será composta por três atletas na classe K44: Nathan Torquato (até 61 kg), Silvana Fernandes (até 58 kg) e Débora Menezes (acima de 58 kg). Esses números colocam o time verde e amarelo com a maior delegação das Américas e a 4ª maior do mundo. A equipe será a última a chegar ao Japão. O embarque ocorre na próxima segunda-feira (23). A estreia brasileira será no dia 1 de setembro com Nathan Torquato. Silvana Fernandes entra em ação no dia 2 e Débora Menezes no dia 3.

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

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Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

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HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

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Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

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Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

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Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

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Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

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Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

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Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

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Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

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Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

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Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

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Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

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Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

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Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

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Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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