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O Arauto Brasileiro

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Paralimpíada: conheça mais sobre o tiro esportivo na Tóquio 2020

Brasil será representado por Alexandre Galgani na carabina de ar

Em todo o mundo, é comum pessoas praticarem tiro ao alvo com uma arma de compressão de ar no jardim de casa. Mas um atleta do tiro precisa muito mais do que somente uma “boa mira”. O tiro esportivo é uma modalidade que exige técnica, concentração e muito treinamento.

O tiro esportivo paralímpico é bastante semelhante ao convencional. A principal diferença é a divisão em duas classes: SH1 (atiradores de pistola e de carabina que não requerem suporte para a arma) e SH2 (atiradores de carabina que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com os braços e precisam de suporte para atirar). A classificação dos atletas leva em conta o equilíbrio, a mobilidade dos membros, a força muscular e o grau de funcionalidade do tronco. Atiradores com diferentes tipos de deficiências podem competir nas mesmas provas.

A Paralimpíada de Tóquio 2020 terá provas em três distâncias: 10 metros, para carabinas (rifles) e pistolas de ar, 25 metros, para pistola de perfuração (pólvora), e 50 metros, para carabinas e pistolas de perfuração. As disputas ocorrem no masculino, feminino e provas mistas. No Japão serão 158 atletas de 44 países disputando 13 provas.

A modalidade estreou nos Jogos Paralímpicos de 1976, em Toronto (Canadá). A Coreia do Sul e a Suécia são os maiores vencedores, com 23 ouros, mas os asiáticos ficam na frente no quadro de medalhas, pois têm 18 pratas e os suecos, 10.

O Brasil participou de quatro Paralimpíadas no tiro esportivo e nunca ganhou uma medalha. Na Rio 2016 o país foi representado por Carlos Garletti, Alexandre Galgani, Débora Campos e Geraldo Rosenthal.

As provas do tiro esportivo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 serão realizadas no Asaka Shooting Range, entre 30 de agosto e 5 de setembro.

Alexandre Galgani é o Brasil em Tóquio

O atirador paulista de Sumaré, Alexandre Augusto Galgani, é o representante verde-amarelo no tiro esportivo em Tóquio. Aos 38 anos, esta é a segunda Paralimpíada de Alexandre, que disputou a Rio 2016, mas não conquistou medalha. Ele compete na classe SH2, para atletas tetraplégicos, na prova da carabina de ar na distância de 10 metros. Sua principal conquista foi a prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. 

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

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Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

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HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

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Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

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Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

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Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

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Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

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Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

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Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

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Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

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Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

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Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

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Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

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Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

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Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

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Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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