fbpx

O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Paralimpíada: conheça mais sobre a natação na Tóquio 2020

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos, em 1960

A natação está presente na Paralimpíada desde a edição de 1960, a primeira oficial, em Roma (Itália). Na ocasião, a disputa reuniu 77 nadadores com lesões medulares, representando 15 países e competindo em 62 provas de, no máximo, 50 metros (m).

Atletas com amputações e deficiências visuais entraram na briga por medalhas a partir dos Jogos de Toronto (Canadá), em 1976. Quatro anos depois, em Arnhem (Holanda), a disputa foi aberta a nadadores com paralisia cerebral. Em 1984, cadeirantes e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (les autres, do francês os outros) foram incluídos nas edições realizadas, simultaneamente em Stoke Mandeville (Grã-Bretanha) e Nova Iorque (Estados Unidos). Por fim, na Paralimpíada de Sydney (Austrália), em 2000, tiveram vez os competidores com deficiência intelectual.

Os nadadores paralímpicos são divididos por categorias, de acordo com o grau da deficiência. As classes S (do inglês swimming) de 1 a 10 são voltadas a atletas com comprometimento físico-motor, sendo que, quanto maior o número, menor a limitação. Na hora da prova as próteses devem ser retiradas. Nas classes mais baixas é comum o competidor largar de dentro da piscina, por conta do tipo de comorbidade. No caso de amputados de membros superiores, alguns se apoiam em uma toalha, usando a boca, para largar no nado costas.

O mesmo critério (quanto maior o número, menor a limitação) também distingue as classes de S11 a S13, nas quais competem os deficientes visuais. Na S11 estão os atletas totalmente cegos, que necessitam do tapper, um bastão com espuma na ponta, que técnicos ou voluntários utilizam para tocá-los nos metros finais, alertando-os que a borda da piscina está próxima. Em outras categorias, os nadadores têm baixa visão, podendo, ou não, fazer uso do tapper. Nas três classes, os óculos devem ser escuros, para que a competição seja igual.

Entre as categorias físico-motoras (1 a 10), as provas de revezamento são 4×100 m (livre e medley) e 4×50 m (livre). Na primeira, a soma do número das classes dos nadadores (tanto na disputa masculina como na feminina) não pode superar 34. Na segunda, que reúne atletas com maior grau de comprometimento, a soma máxima é 20.

Nadadores com deficiência visual (11 a 13), além daqueles com deficiência intelectual (S14), também disputam revezamentos 4×100 m livre, todos mistos. No primeiro caso, porém, há uma restrição: a combinação do número das categorias de cada integrante não pode ir além de 49.

Na história da Paralimpíada, Estados Unidos e Grã-Bretanha disputam o posto de país com mais medalhas na natação. Segundo o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), os norte-americanos conquistaram 689 láureas, sendo 268 douradas, contra 681 pódios dos britânicos (217 vezes no topo). O top-5, com base nas medalhas de ouro, ainda tem Holanda (180), Canadá (161) e Austrália (128).

Parte significativa das conquistas norte-americanas vieram com Trischa Zorn, dona de 46 medalhas paralímpicas, sendo 32 douradas. Entre os homens, o britânico Mike Kenny é quem mais vezes esteve no topo do pódio (16), mas o maior medalhista é Daniel Dias, com 24 láureas (14 de ouro). Na última Paralimpíada da carreira, o brasileiro terá a chance de se tornar o maior campeão da modalidade no masculino.

O Brasil participa das competições de natação na Paralimpíada desde os Jogos de Heidelberg (Alemanha), em 1972. As primeiras medalhas vieram 12 anos depois, na edição de Stoke Mandeville: um ouro, cinco pratas e um bronze. Atualmente, a modalidade é a segunda que mais rendeu pódios ao país no evento: 102 (32 ouros, 34 pratas e 36 bronzes), atrás somente do atletismo (142).

A natação brasileira competirá renovada em Tóquio. São 13 estreantes paralímpicos entre os 35 convocados. Entre eles, alguns fortes candidatos a medalha, como Gabriel Geraldo (S2), recordista mundial da categoria, e os campeões mundiais Wendell Belarmino (S11) e Maria Carolina Santiago (S12). Além disso, 12 nadadores têm até 23 anos, caso do integrante mais jovem dos 260 atletas da delegação nacional em solo japonês: João Pedro Brutos (S14), de 18 anos.

As provas da natação serão disputadas no Centro Aquático de Tóquio. As eliminatórias ocorrem sempre a partir das 9h, no horário local (21h no de Brasília), com finais às 17h do Japão (5h de Brasília). Pelo horário brasileiro, os atletas começam a cair na água na noite da próxima terça-feira (24).

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

Leia mais sobre o Vôlei Sentado


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

Leia mais sobre o Triatlo


Clique aqui para ler sobre a modalidade

HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

LEIA MAIS SOBRE O HALTEROFILISMO

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

Leia mais sobre o Parabadminton


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

Leia mais sobre o Tênis de cadeira de rodas

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

Leia mais sobre o Bocha

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

Leia mais sobre o Tiro esportivo


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

Leia mais sobre o Parataekwondo

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

Leia mais sobre o Tênis de mesa

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

Leia mais sobre o Judô

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

Leia mais sobre a Esgrima

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

Leia mais sobre o Hipismo


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

Leia mais sobre o Goalball

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

Leia mais sobre a Canoagem


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

Leia mais sobre o Ciclismo

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

Leia mais sobre a Natação


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

Leia mais sobre o Remo adaptado

Clique aqui para ler sobre a modalidade

Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

Leia mais sobre o Atletismo


Clique aqui para ler sobre a modalidade

Se gostarem, compartilhem e divulguem nosso jornal, as nossas páginas e/ou perfis nas redes sociais:

Facebook GAB Instagram LinkedIn Minds Parler Telegram Tumblr Twitter WhatsApp YouTube

Para aqueles que quiserem contribuir com o nosso modesto jornal, dispondo de algum capital para financiar-nos, escaneiem nosso QR Code abaixo e financiem pelo PIX o nosso projeto de mídia independente de jornalismo conservador e de boa informação cultural.

Invista já no Arauto Brasileiro e fique sempre bem informado!

E não deixem de divulgar nossas redes sociais a outros amigos leitores e seguidores e para o maior número possível de pessoas, e sobre o nosso jornal online! Se inscrevam em nosso canal no YouTube, cliquem no sininho para continuarem a receber novidades sobre vídeos publicados no canal e curtam os vídeos para aumentar a nossa visibilidade e relevância na internet!

Para aqueles que quiserem realizar denúncias, fazerem reclamações, elogios, sugestões, ou ainda, quaisquer outras solicitações ao nosso jornal, basta clicarem nos links abaixo, que lhes dará acesso aos respectivos formulários, contribuindo para melhorarmos ainda mais o nosso projeto de mídia independente.

Denúncia Reclamação Elogio Sugestão Solicitação
Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.