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O Arauto Brasileiro

O jornal da família tradicional brasileira

Paralimpíada: conheça mais sobre o remo adaptado na Tóquio 2020

O remo adaptado estreou nos Jogos Paralímpicos de Pequim (China) em 2008 e, logo de cara, o Brasil faturou a medalha de bronze na prova mista com Josiane Lima e Elton Santana (antiga classe TA). Até hoje, foi a primeira e única vez que o remo do país subiu ao pódio, tanto em Paralimpíadas, quanto em Olimpíadas. E na quinta-feira (26), a partir das 21h20 (horário de Brasília), a equipe brasileira vai com tudo para ampliar o quadro medalhas.

A modalidade é dividida em três classes, que agregam atletas com deficiências física ou visual. A classe PR1 é destinada a remadores com pouca ou nenhuma função de tronco, que utilizam mais braço e ombro para impulsionar o barco. 

Já na PR2, os atletas fazem uso dos braços e do tronco, no entanto, têm fraqueza ou dificuldade para deslizar o assento. Por fim, a classe PR3 inclui remadores com deficiência visual e também aqueles que têm função residual nas pernas e conseguem movimentar o banco do barco.

Brasileiros

O Brasil disputará as quatro categorias de provas do remo adaptado na Tóquio 2020, todas com percurso de 1000 metros: prova individual feminino PR1, individual masculino (PR1), prova mista PR2 e prova PR3 Mix4+ (quatro remadores mais um timoneiro). Com exceção desta última, que não teve brasileiros na Rio 2016, as demais contarão com remadores experientes. 

É o caso de Cláudia Santos, de Carapicuiba (SP), que disputará os Jogos pela quarta vez na carreira, na prova individual feminina PR1. Na Rio 2016, ela ficou na sexta posição. Quem também participou da última edição dos Jogos foi o baiano René Campos, de 41 anos, que vai em busca de medalha na prova individual masculina PR1 em Tóquio. Antes da pandemia de covid-19, Renê conquistou a prata na etapa da Copa do Mundo de Remo, em Roterdã (Holanda). 

Valdeni Silva (a frente) seguido por Jairo Klug, Diana Barcelo e Ana Paula Souza disputarão a prova quatro PR3 com o timoneiro Jucelino da Silva - Reprodução Twitter/Remo Brasil

Na prova em dupla PR2 estarão dois velhos conhecidos: a catarinense Josiane Lima – medalhista em 2008 – e Michel Pessanha, natural de Barra Mansa (RJ). Os dois competem juntos desde 2013 e na Rio 2016 obtiveram o sétimo lugar na classificação geral. 

Os estreantes estarão na prova quatro com misto PR3, que conta com quatro remadores e um timoneiro (o comandante da prova, responsável pela direção do barco, pois os demais integrantes remam de costas para a meta). No remo estarão os catarinenses Ana Paula Souza e Valdeni Silva, o  paulista Jairo Klug e a carioca Diana Barcelos. Também carioca é o timoneiro Jucelino da Silva, de 49 anos, cuja primeira convocação para a seleção paralímpica de remo foi em 2013.

Programação

  • 26/08 –  21h30  (eliminatórias)
  • 27/08 –  21h30 (repescagem) 
  • 28/08 –  21h30 (finais B) e 22h50 (finais A)

Conheça os esportes das Paralimpíadas de Tóquio 2020

Vôlei Sentado

Semelhante ao vôlei convencional, a modalidade estreou nos Jogos de 1980. A primeira participação do Brasil foi em 2008. O pais busca dobradinha no Japão, após bronze feminino na Rio 2016.

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Triatlo

No triatlo paralímpico, os competidores devem completar 750 metros de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo e 5 km de corrida. Brasil compete com quatro atletas e tem boas chances de medalhas.

Leia mais sobre o Triatlo


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HALTEROFILISMO

Nos Jogos do Japão, país será representado por Ailton Souza, Bruno Carra, Evânio Rodrigues, João Júnior, Lara Lima, Mariana D´Andrea e Tayana Medeiros.

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Parabadminton

O paranaense Vitor Tavares será o único representante brasileiro na modalidade. Na classe SH 6 ele já conquistou três medalhas no Mundial de 2019, disputado na Suíça.

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Tênis de cadeira de rodas

Regras não diferem muito das seguidas no tênis convencional, a não ser pelos dois quiques em quadra, antes de a bola ser rebatida. Disputas começam em 26 de agosto.

Leia mais sobre o Tênis de cadeira de rodas

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Bocha

Modalidade é voltada a atletas com grau severo de comprometimento. Brasil tem nove medalhas paralímpicas (seis douradas). Delegação terá recorde de 11 competidores.

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Tiro esportivo

Modalidade é dividida em duas classes: SH1 (atiradores que não requerem suporte para a arma) e SH2 (para os que utilizam suporte). Brasil terá Alexandre Galgani na disputa.

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Parataekwondo

Brasil conquistou duas medalhas no Mundial e cinco no Parapan de 2019. Em Tóquio, seleção é formada por Nathan Torquato, Silvana Fernandes e Débora Menezes.

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Tênis de mesa

O Brasil teve a melhor campanha na modalidade em uma edição dos Jogos no ano de 2016, no Rio de Janeiro, com a conquista de quatro medalhas (1 prata e 3 bronzes).

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Judô

Aos 50 anos de idade, veterano Antônio Tenório da Silva é o destaque da equipe brasileira, pois é o dono dos únicos quatro ouros do Brasil na modalidade.

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Esgrima

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Hipismo

Brasil será representado por quatro atletas, entre eles, Jovane Guissone (foto), ouro nos Jogos de Londres (2012). Disputas começam às 21h da próxima terça-feira (24).

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Goalball

Criada após a Segunda Guerra, a modalidade é a única dos Jogos que não é adaptada de um esporte convencional. A seleção masculina estreia às 21h da próxima terça (24).

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Canoagem

Na modalidade, o Brasil será representado por Adriana Gomes, Caio Ribeiro, Débora Benevides, Fernando Rufino, Giovane Vieira, Luis Carlos Cardoso e Mari Santilli.

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Ciclismo

No ciclismo paralímpico, os atletas utilizam bicicletas convencionais, triciclos e handbikes, que são impulsionadas pelas mãos. Brasil vai competir com cinco ciclistas no Japão.

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Natação

Modalidade está presente desde a primeira edição dos Jogos. No Japão, Brasil terá delegação renovada, mas com destaque à despedida das piscinas do veterano Daniel Dias.

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Remo adaptado

Brasil terá nove representantes, entre eles a dupla Michel Pessanha e Josiane Lima (foto), bronze em Pequim (2008). Competição será de quinta a sábado, a partir de 21h30.

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Atletismo

Atletismo é a modalidade na qual o Brasil faturou o maior número de medalhas em edições de Jogos Paralímpicos, o total de 142 (40 ouros, 61 pratas e 41 bronzes).

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Roberto Mayrink
Autor(a): Roberto Mayrink

Engenheiro, escritor e pesquisador autodidata. Criador de vários websites. Analista político. Conservador e monarquista. Estudioso de História, Genealogia, Heráldica e outras ciências relacionadas.

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